segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

"Última Despedida"

Podes-me apanhar,
ou podes tentar...
Não sabes que fazes,
nem sabes a infelicidade que me trazes...

Chorava quando te tinha...
Quando te tinha como um objectivo...
Agora sorrio,
o amor é apenas um elemento directivo...

Já faz muito que recuperei o fôlego,
e o caminho abre-se automaticamente...
Tudo muito sistematicamente,
anda de trás para a frente...

Estou porreiro agora,
que finalmente chegou a hora,
de me ir embora.
Vemos-nos por ai...

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domingo, 1 de janeiro de 2012

"As Tuas Palavras"

As tuas palavras são,
como bolas de fumo...
Suspensas no ar,
desfazem-se levemente,
se alguém lhes tocar.

As raparigas mais lindas são arrogantes,
acham-se demasiado importantes...
Tu não...
Tu és tu...

Não sou ninguém sem as tuas palavras,
mesmo sendo muito caras,
quero ouvir tudo que puderes dizer.
Tuas palavras são caras, mas raras...

Mas a palavra que perdeste,
está bem aqui guardada...
E só saberei o seu significado,
assim que ela for revelada...

"Estejas Onde Estiveres"


As palavras fogem,
e não me dão tempo para pensar…
Escorrem como ondas do mar,
intuídas em me afogar…
Continuam-me a tentar derrubar,
vermes mesquinhos que só escutam,
não falam. Passam despercebidos porque não falam…
Tudo que querem é derrubar…
Bem que tentam afastar-me de ti,
mas eu sigo as lágrimas que deixas escorrer,
do teu lindo rosto… Hão-de levar-me a ti…
Sim, essas benditas lágrimas que deixas escorrer…
Estejas onde estiveres,
a vida dará um jeito…
Estejas onde estiveres,
eu darei contigo…
 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

"Podes Voar"

Se tens mesmo asas só voarás,
Só voarás se tentares...
Tens que abri-las e tentar,
Se caíres podes-te magoar...

Tu consegues se acreditares
Obstáculos vêm e vão...
Só consegues se te desviares,
Obstáculos virão e obstáculos irão...

Tu podes voar!
Estejas triste ou animado,
Põe a razão de lado,
E podes imaginar...
Tudo aquilo, que quiseres, imaginar...

Vale a pena tentar...
Pode a queda magoar,
Ou o voo levar-te onde queres ir...

"Beijo"

Segura-me nesta mão,
Porque a outra está ocupada...
A outra guarda o teu coração...

Beija-me enquanto tens os lábios molhados,
Diz que me amas sem desprezo,
Foge dos meus actos amaldiçoados,
Indica-me o correto dos caminhos...

Tantos caminhos diferentes,
Qual o mesmo que o teu?
O meu cavalo morreu,
Por isso vou demorar...

Caminharei e lá chegarei...
Só tens que me beijar,
Para que possa indicar,
O tanto que ainda gosto de ti...

Esse momento ficará para a eternidade,
Será um choque de lábios verdadeiros...
Beija-me! Beija-me de verdade!
Não te acanhes, será para a eternidade!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

"Ness"

Ness vivia triste com o passado,
Vivia na pobreza e sabia que nem quando morresse,
Teria campa para que seu corpo fosse sepultado...
Triste vida essa de Ness...

Dormia ao frio e caminhava ao calor,
Espancada pelos bêbados das ruas...
Deixada á margem da dor,
Pelos caminhantes das mesmas ruas...

Ainda não chegara aos vinte anos,
E já sofria por uma vida inteira...
Pobre Ness que já quase só bebia,
Lágrimas da sua pobre choradeira...


Até que um dia enlouqueceu,
E decidiu pôr fim ao seu sofrimento...
Entrou num cemitério e nunca mais saiu...

Ajoelhou-se numa campa de cimento,
E perfurou o peito com um punhal enferrujado...
Só para que acabasse o sofrimento.
Morte triste essa de Ness...

O sangue cobriu grande parte do piso,
E piso esse onde estavam também sepultados,
Corpos que com quem Ness já tinha sofrido...
Morria assim juntamente com todos outros humanos...

"Anzol"

Não me lembro do sol,
Nem da cor da lua...
Porque o teu coração,
É o meu anzol...

Magoa-me na garganta,
Só porque me precipitei...
Estou preso, porque, pensei...
Foi no apetitoso isco que me engasguei...

Ficarei para sempre a curar estas feridas...
Prefiro isso do que viver sem ti...
Magoa-me mais estar sem ti...
Mágoas acidentais que no fundo são queridas...

Não me lembro do sol...
A lua ainda vejo de vez em quando...
Estou preso no teu anzol,
E lentamente vou apodrecendo...